Grupo formado por entidades civis (sindicatos e movimentos sociais) que lutam contra reforma administrativa do Governo Bolsonaro, estabelecida nas Propostas de Emendas Constitucionais nºs 32, 186, 187 e 188.

Por que lutamos contra a reforma administrativa?

Trata-se do maior ataque ao serviço público da história de nosso país, cuja finalidade é inverter o objetivo do Estado brasileiro, que deixará de ser voltado para os interesses do povo e passará a servir interesses privados. Essa reforma prevê a entrega das estruturas públicas e dos empregados à iniciativa privada, às custas do próprio Estado, numa verdadeira pilhagem dos recursos que pertencem ao povo. Alguém duvida que os beneficiados serão os grupos de influência no governo, e que a grande prejudicada será a população?

A ameaça aos direitos dos funcionários públicos não tem precedentes: inclui redução salarial e perda de direitos adquiridos daqueles que dedicaram a vida ao serviço público, no qual ingressaram de forma moral, impessoal e meritocrática, em cumprimento aos princípios que regem a administração pública. Propõe o governo, além da perda de direitos dos funcionários, que o ingresso seja “simplificado” (dando margem a esquemas de corrupção) e que a chefia seja exercida por pessoas sem qualificação técnica e escolhidas por critérios políticos-partidários. Tudo isso está na PEC 32.

Mas não são só os trabalhadores do serviço público que perdem. Serviços que já estão sucateados e precisam de investimento irão piorar sob esta gestão não técnica e sem a supremacia do interesse público como princípio. Isso porque fornecer serviços de saúde, educação, segurança e justiça não dá lucro para ninguém: quem quiser ganhar dinheiro com isso irá sacrificar a atividade-fim. Já imaginou num período de pandemia, como temos agora, se os serviços de saúde fossem submetidos à necessidade de lucro? A “modernização” prometida pelo governo – da qual podemos ter uma amostra nas reformas trabalhistas e previdenciária – é, na verdade, o desmonte total e a entrega a interesses que não são os do povo. Sob a promessa de modernizar, o governo irá exterminar o serviço público e deixar a população à mingua. 

O governo nos escolhe como  “bodes expiatórios” para sua incompetência, usando informações falsas e distorcidas e tentando colocar nas nossas costas o fato de que a economia está à deriva e os poucos recursos públicos estão sendo direcionados aos grandes empresários, grandes agricultores e bancos, em detrimento de pequenas empresas, pequenos agricultores e trabalhadores em geral (Guedes disse isso com todas as letras no famigerado video da reunião ministerial). Os funcionários públicos, que prestam serviços essenciais e movimentam a economia com seus salários não são os responsáveis pela crise e não é com a sua precarização que a crise irá melhorar, muito pelo contrário. O serviço público não é o problema, é a solução. 

Objetivo da página

 Esta página é direcionada a reunir informações e propiciar a necessária pressão política para que os deputados envolvidos na reforma administrativa conheçam a força do serviço público brasileiro. Listamos os deputados do Estado de São Paulo e sua respectiva orientação na reforma administrativa, para que possam ser pressionados por nós, nossas famílias e nossos amigos, nesse período de tramitação.

Entidades que fazem parte do movimento #reformaadministrativanao - Junte-se a nós!

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